2014/07/09

Cachorro

Vi esse video postado no Facebook.



  Realmente a engenhoca é muito interessante.
  O cachorro que opera a máquina também é muito esperto.
  Mas eu fico triste e me pergunto: Pra que alguém quer um cachorro, um animal de estimação, se não quer brincar com ele? Não quer dar atenção? Ahhhhh...dá trabalho? Claro que dá trabalho! É um animal. Não tem tempo para perder com ele? Então não tenha cachorros!!! 
  Esse cachorro vai ser muito independente. Provavelmente o dono também tem aquelas máquinas que "servem" a ração diariamente. Deve ter também independência para ir passear sozinho. Que ótimo!!! Vamos celebrar!!! 
  Mas e amor do dono? E convivência? Contato? Brincar! Lamber! Babar!!! Ser capaz de ver o dono feliz e ficar feliz junto. Pular junto! Sentir que o dono teve um dia ruim e ainda assim aprontar para tomar uma bronca daquelas? Ou perceber que o dono está triste e ficar quietinho ao lado? Aliás, quem teve cachorro sabe que eles captam melhor do que muitos seres humanos a diferença entre um dono mau humorado (que eles provocam com gosto) com um dono triste (com o qual simpatizam e tentam consolar). E ter que fazer isso todos os dias, faça chuva, façca sol! Ter que fazer porque gosta dele. Ter que fazer mesmo que isso acabe atrapalhando outras atividades. Esse comprometimento, sumiu?
   Ao ver esse vídeo e os comentários sobre ele, percebo como as pessoas estão buscando cada vez mais companheiros de comodidade, que não dão trabalho e com o qual só interagem quando lhes interessa, quando tem vontade. E que a tendência é para o aumento de animais de estimação "artificiais"... Robôs? Máquinas? Muito conveniente, quando não quero, desligo. 
   E mais triste disso tudo é que não são só as relações com os animais. O relacionamento interpessoal também caminha pra mesma direção. Pais e filhos, amigos, até esposa(o) ou namorada(o). Será mesmo esse o rumo da humanidade?






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