2014/07/29

Protestar sem quebrar

Acompanho de longe, através da mídia, a situação no Brasil.

O que me causa estranheza e tristeza é como o povo demonstra sua insatisfação: destruição. Os protestos contra o governo são muitas vezes marcados pelos quebra-quebra, atos de vandalismo. Mas não é só nesse nível. 
O time perdeu? Quebremos as cadeiras dos estádios! 
O eletrodoméstico não funciona direito? Dá porrada até funcionar ou quebrar de vez. 
Já ví tanta gente dar tapas na TV, no video game, no computador.

Será que não alguma outra forma de mostrar instatisfação?
Quem ganha com isso? E quem perde com isso?

Isso me parece mostrar algumas realidades que não animam em nada:
 - não estamos acostumados a "perder" e quando isso acontece, a frustração é grande demais;
 - não estamos acostumados a "nos contermos" e os impulsos precisam ser extravazados de alguma forma;
 - não pensamos a "longo prazo", e a necessidade de aliviar a tensão no momento nos faz agir de forma sabidamente prejudicial a nossa vida;
 - não pensamos no "coletivo", e ferir terceiros (as pessoas e o patrimônio) já não causa remorso.

Tais atitudes, que vão contra a civilização das sociedades, infelizmente estão se escalonando cada vez mais. E a correção? A forma mais correta seria a educação ou reeducação, informando o que não deve ser feito. Mas isso leva tempo, recursos e os resultados não são tão evidentes. E existe alguma forma mais rápida? A punição imediata dessas manifestações impulsivas seria uma delas, mas esse caminho é, por ironia, violenta, ou seja, é combater a violência com mais violência.

Sinuca de bico... 

Mas minha humilde opinião é que um tratamento de choque é necessário.

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